segunda-feira, janeiro 31, 2011

OS TELEMÓVEIS NO FEMININO

"Os telemóveis não são feitos femininos mas antes tornam-se femininos"

Carla Ganito
22 Fevereiro 2011, 18h30, Sala Multiusos 2, 4º piso Ed. ID-FCSH (Av. Berna 28)

Resumo:
Nos últimos anos, a mobilidade tornou-se o contexto de vida e dessa forma é necessário construir um entendimento das questões de género à luz desse enquadramento. Se a sociedade é co-produzida com a tecnologia, o efeito das questões de género não pode ser ignorado no design, desenvolvimento, inovação e comunicação dos artefactos tecnológicos como o telemóvel. O que torna os telemóveis uma tecnologia interessante do ponto de vista do género é que, ao contrário de outras tecnologias como os computadores e a Internet, eles têm sido adoptados ao mesmo ritmo por homens e mulheres. No entando, a paridade na adopção esconde as nuances dos usos qualitativos.


A apresentação irá descrever os resultados da investigação de douramento sobre a relação das mulheres Portuguesas com o telemóvel. De que forma este artefacto tecnológico é incorporado nas suas vidas e que diferentes papéis representa. Os temas desta investigação estão no cruzamento dos estudos feministas, estudos de culturas e novos media, procurando contribuir com uma perspectiva feminista para o debate sobre o significado social do telemóvel e colmatar assim uma lacuna face à escassez de estudos sobre as questões de género no âmbito das comunicações móveis.

Biografia:
Carla Ganito é assistente na Universidade Católica Portuguesa nas áreas da comunicação digital, marketing e organização e sistemas de informação. É investigadora do CECC e do CIMJ. Tem MBA e mestrado em gestão de informação e desenvolveu a sua tese de doutoramento, que concluiu em Janeiro de 2011, em ciências da comunicação sobre questões de género e tecnologia, nomeadamente os usos do telemóvel. Os seus temas de investigação são os novos media, género e tecnologia, tecnologia e educação, entretenimento e comunicações móveis. É a autora do livro: "O telemóvel como entretenimento" (Paulus, 2007).

recebido de Ana Jorge, CIMJ